segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Coisas Bonitas


Palavras que podiam ser minhas, soubesse eu escrever assim:

«As pessoas que me inspiram são gente comum, daquela que todos os dias leva os filhos à escola e gosta de pão com manteiga. Gente simples, mas com artes, que faz magia ao converter em suficiente o quase nada. Gente que troca a abundância regada a lágrimas e a bom vinho pela escassez de um brilho nos olhos e do peito leve pela manhã.
(...) Gente que cuida, que abraça, que põe brio no que faz e diz, e vibra com pequenas vitórias que para outros são migalhas. São pessoas comuns, que nunca terão um artigo no jornal. Que, pouco a pouco e em breves histórias, nos mostram o que é a superação. Com um denominador comum; nunca se queixam porque há muito que a escolha foi viver, viver muito, viver tudo e respirar cada minuto como se fosse o último. (...)
Não lhes damos o devido valor, mas, quando paramos para ouvir as suas histórias, aprendemos que não há maior vitória que a de continuar a ser gente quando tudo nos quer desumanizar – e que a gratidão, mais do que um estado de alma, é uma forma de vida. A gratidão de sermos o melhor que podemos com todos os recursos que temos, em nome de um deus interior que não conhece maior mantra que o de dizer: “eu fiz, eu consegui, eu sou”.»
| texto de Elisabete Melo Coutinho para Maria Capaz |
Beijinhos,
Sandra

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