segunda-feira, 6 de abril de 2015

Chora um rio, constrói uma ponte e passa por cima disso


A vida exige muito de cada um de nós. O que não é necessariamente mau. Tudo depende do prisma e da forma como olhamos para tudo o que nos acontece. Cliché fácil, este.
Nas últimas semanas têm nascido dias tão bons como dias dolorosos. Contrariedades que nos põem à prova, dias em que pomos tanta coisa em causa, provas de resistência à nossa capacidade de suportar, de resistir, de nos mantermos fortes e seguros (e sãos) nas nossas decisões e nas nossas lutas. Dos outros dias, com luz e coisas boas, procuramos guardar o melhor que nos têm trazido: as pessoas. As pessoas que somam vida aos nossos dias, que trazem mundo até nós, que de uma forma tão generosa nos apoiam, nos escutam, nos dão paciência, tempo, ânimo, mimo, coragem, força, silêncio e luz. 
Nunca tenho grande vontade de escrever sobre dias maus, daqueles mesmo péssimos. Já basta ter de os viver, encontrar formas de os ultrapassar. Escrevê-los e descrevê-los é dar-lhes mais vida. É viver o mesmo dia duas vezes. Não quero. Não gosto.
Mas tenho sempre vontade, uma vontade comovida, de agradecer a quem consegue transformar esse dias numa promessa de sol. Tenho sempre vontade de agradecer a quem gosta, a quem é, e a quem permanece. Porque sou profundamente grata todos os dias, pelos dias em que as pessoas da minha vida são as bússola, as âncoras, os remos, as pontes, e as linhas paralelas do caminho.
Sou absoluta e incondicionalmente grata por existirem.


retirado de http://asnovenomeublogue.clix.pt/ 

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