quinta-feira, 1 de junho de 2017

(re)começa ↟

Não fabriques a tua própria infelicidade.
 Não ignores que o sol nasce todos os dias, não repitas que é mentira que as tempestades, por maiores e mais revoltas que sejam, acabam sempre por passar. 
Não grites dentro de ti que a bonança é uma palavra inventada por quem não sabe nada de dor. 
Não fabriques, com as tuas mãos, a tua própria infelicidade. 
Não te resignes, não abdiques de erguer a cabeça, não te recuses a sair da nave-mãe, não te obrigues a fechar todas as janelas de dentro, não percas todas as chaves da porta do teu coração. 
A coragem dá uma ajuda. 
O amor dá uma ajuda. 
Um bom murro na mesa e três gritos para o ar dão uma ajuda. 
E os que gostam de ti, se tu deixares que gostem de ti, dão uma ajuda. mas o resto é contigo.
 E nada mais ajuda. Só o arriscar ser um bocadinho mais feliz. Mas isso... oh. Isso dá muito, mas muito trabalho. E enquanto perdes tempo a fabricar, tu mesma, a tua infelicidade, a enfiar a cabeça na areia, a esconder a cara do sol, a insistir ser impermeável ao que a vida é de verdade, vais  demorar a perceber e vai custar-te a aceitar que, tantas vezes, só não és, só não estás, só não vais, só não dizes, só não desculpas, só não abraças, só não mudas, só não vives... o que te dá muito, mas muito trabalho ser, fazer, querer, desculpar, abraçar, começar, acabar, guardar, escutar, falar, recuar, avançar, recomeçar...

Estas palavras poderiam ser minhas mas infelizmente não são, são sim da magnifica Sofia Castro Fernandes - http://www.asnovenomeublog.com/

Beijocas,
Sandra

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