segunda-feira, 30 de março de 2015

Bom dia

 Custa-nos assumir que o navio está a afundar-se, até a água nos começar a molhar as meias.

Gosto de um episódio da série de desenhos animados do Bip Bip, em que o coiote está dentro de uma cabana e quando vê que o comboio o vai atropelar baixa as persianas.
É como as crianças quando fecham os olhos para desaparecerem e dizem "Não estou."
Esta é a atitude que, infelizmente, muitas pessoas ainda continuam a adoptar nos momentos de profunda transformação em que vivemos. Em vez de saírem da cabana, construírem uma nova ou pensarem em como acabar, de uma vez por todas, com o Bip Bip, baixam as persianas e acreditam que assim a mudança não acontecerá.
Há uma fábula na qual um cão está sentado sobre um prego e um outro cão pergunta-lhe porque não se levanta. O cão responde: «Porque me dói menos do que quando me levanto.» Às vezes, embora a água já nos chegue aos tornozelos, pensamos: «Não me incomoda o suficiente para me ir embora.» E então a água continua a subir, primeiro até aos joelhos, depois até à cintura... e, ao adiarmos o momento da tomada de decisão, perdemos um tempo valioso.
A vida vai avisando, com pequenos sinais, quanto às coisas que precisamos de alterar ou que já não funcionam. O que acontece é que não ouvimos. Preferimos continuar no convés, a dançar ao som da orquestra, em vez de prestarmos atenção aos sinais de que algo não está muito bem com o barco.
Vamos todos ficar atentos a nós e ao próximo, pode ser que consigamos evitar que a água ultrapasse os tornozelos, e fazemos algo!

Espero que tenham uma excelente semana!

Beijocas,

Sandra

2 comentários:

  1. Adorei o texto, simplesmente fantástico! Beijinhos.

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  2. Gostei muito da ideia Sandra! E não podia estar mais de acordo, pode-se chamar teimosia, ou "esperança" que sim, isto vale a pena, mas..."if you never try, you'll never know!"! Gostei muito :) beijinhos!!

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